As minhas Palavras... 23 de Setembro de 2007
Um abraço.
Susana B.
Sintam-nas...
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Categorias: Amor, Autores da Argentina, Jorge Luís Borges
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“O que ama, obedece"
Chrétien de Troyes
siglo XII
sou o cavaleiro negro andante
que caminha silencioso entre as sombras
e desaparece taciturno sobre a névoa
aquele que luta por absurdas e ilusórias cruzadas
e só encontra o amargo olhar do exílio
não obstante é o que ao sopé de uma solitária torre
espera sua donzela — ordem das rosas —
na vasta imensidão da noite
Leo Zelada (Poeta Peruano, 1970- )
Tradução Sílvio Persivo.
Biografia de Leo Zelada
Percival
«el que ama, obedece»
Chrétien de Troyes
siglo XII
soy el oscuro caballero andante
que camina silencioso entre las sombras
y se desvanece taciturno sobre la niebla
aquel que lucha por absurdas ilusas cruzadas
y sólo encuentra la mirada amarga del exilio
no obstante el que al pie de una solitaria torre
espera a su doncella -orden de las rosas-
en la vasta inmensidad de la noche
Leo Zelada (Poeta Peruano, 1970- )
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Este outro que também me habita
talvez proprietário, invasor, quem sabe o exilado neste corpo estranho ou de ambos,
este outro a quem temo e ignoro, felino ou anjo,
este outro que está só sempre que estou só, pássaro ou demónio,
esta sombra de pedra que tem crescido dentro e fora de mim,
eco ou palavra, esta voz que responde quando me perguntam algo,
o dono de meu enredo, o pessimista e o melancólico e o emotivamente alegre,
este outro,
também te ama.
Darío Jaramillo Agudello (Poeta Colombiano)
Tradução Sílvio Persivo.
Poemas de Amor (I)
Ese otro que también me habita
acaso propietario, invasor quizás o exiliado en este cuerpo ajeno o de ambos,
ese otro a quien temo e ignoro, felino o angel,
ese outro que está solo siempre que estoy solo, ave o demônio,
esa sombra de piedra que há crecido em mi adentro y em mi afuera,
eco o palabra, esa voz que responde cuando me preguntan algo,
el dueño de mi embrollo, el pesimista y el melancólico y el inmotivadamente alegre,
ese outro,
tambiém te ama.
Darío Jaramillo Agudello (Poeta Colombiano)
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Já não me persegue o terror político
com seu raio laser,
nem os próximos me amam
com seus cassetetes e serras eléctricas.
Já não me ofende a Declaração Universal
dos Direitos Humanos
nem a bomba me tira o sono
nem sequer uma guerrinha na África ou na Europa.
O que mais acontece?
Caem os muros,
crescem os lamentos
o ódio volta
com seus anjos violentos.
O Sul segue para onde sempre esteve
Não nos portamos mal
(é evidente)
e todos estão contentes,
constitucionalmente.
Esta vida me excede
com sua nicotina,
seu enfarte e cancro,
com o medo da Sida e das seringas.
Só o amor e a poesia
podem ser meus
quando a ninguém parece importar
o amor
e
a poesia.
Pedro Shimose (Poeta, escritor e jornalista Boliviano, 1940- )
Biografia de Pedro Shimose
Tradução Sílvio Persivo, com a adaptações para o português de Portugal realizadas por Susana B.
La Vida Me Está Matando
Ya no me persigue el terror político
con su rayo láser,
ni los prójimos me aman
con su palo y su picana eléctrica.
Ya no me ofende la Declaración Universal
de los Derechos Humanos,
ni la bomba me quita el sueño,
ni siquiera los disparos
de una guerrita en Africa o Europa,
¡qué más da!
Caen los muros,
crecen los lamentos.
Y el odio vuelve
con sus ángeles violentos.
El Sur sigue donde estaba.
No nos portamos mal
(es evidente)
y todos tan contentos,
constitucionalmente.
Esta vida me sobra
con su nicotina,
con su infarto y su cáncer,
con su miedo al sida y las jeringas.
Sólo el amor
y la poesía
pueden ser míos
cuando a nadie parece ya importarle
el amor
y
la poesía.
Pedro Shimose (Poeta, escritor e jornalista Boliviano, 1940- )
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A Tasso de Silveira
Dame la mano y danzaremos;
Dame la mano y me amarás.
Como una sola flor seremos,
Como una flor, y nada más…
El mismo verso cantaremos,
Al mismo paso bailarás.
Como una espiga ondularemos,
Como una espiga y nada más.
Te llamas Rosa y yo Esperanza;
Pero tu nombre olvidarás,
Porque seremos una danza
En la colina y nada más…
Gabriela Mistral (Poetisa, escritora, professora Chilena, 1889-1957)
Biografia de Gabriela Mistral
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Yo como tu
amo el amor,
la vida,
el dulce encanto de las cosas
el paisaje celeste de los dias de enero.
También mi sangre bulle
y rio por los ojos
que han conocido el brote de las lágrimas.
Creo que el mundo é bello,
que la poesia es como el pan,
de todos.
Y que mis venas no terminan em mí,
sino que en la sangre unánime
de los que luchan por la vida,
el amor,
las cosas,
el paisaje y el pan,
la poesia de todos.
Roque Dalton (Poeta de El Salvador, 1935-1975)
Biografia de Roque Dalton
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Nos hemos conjurado
amada mía, contra el mundo:
urdiendo íntimas tramas
encuentros furtivos,
colocando atentados
al falso pudor
de las beatas,
pintado las avenidas
con nuestros nombres,
buscando la misma oscuridad
que los complotados,
inventando claves y consignas,
resistiendo batallas
cotidianas,
Inmersos
en nuestra causa
ardiente y clandestina.
Robinson Rodriguez Herrera (Poeta da Costa Rica)
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No hay remédio, compañera.
En este país
Hasta las hormigas confabulan contra la alegria.
Roguemos que mañana
Lluevan sobre nosotros
Bestias de amnésia
Para quedar, ahora si, soterrados todos
Bajo
Un alud de bruma
De la que nunca, oh efímeros, debimos haber salido.
Rafael Gutiérrez (Poeta da Guatemala)
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Oxalá que a dúvida
me assalte sempre
para não cair na tentação
de apropriar-me desta, daquela
ou de qualquer verdade;
para manter-me incrédula,
insegura e livre,
livre do pecado
da certeza total.
Luz Lescure (Poetisa do Panamá, 1951- )
Tradução: Silvio Persivo
Oración
Ojalá que la duda
me asalte siempre
para no caer en la tentación
de adueñarme de esta, aquella
o cualquier verdad;
para mantenerme incrédula,
insegura y libre,
libre del pecado
de la certidumbre total.
Luz Lescure (Poetisa do Panamá, 1951- )
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Mamá ya tiene canas, mal humor y biznietos,
se levanta más tarde,
confunde días y fechas,
habla sola,
oye menos,
se le quema el arroz,
no ve sin los anteojos,
se sabe de memoria las telenovelas,
camina a duras penas
y sólo sale a misa.
Señora
(piedra viva
en mitad
del camino de la muerte)
yo la quiero como a una quinceañera.
Rigoberto Paredes (Poeta das Honduras, 1948-2005)
Biografia de Rigoberto Paredes
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Por motivos profissionais, as palavras que me tocam... desta semana chegarão um pouco atrasadas.
Até lá, um abraço.
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Categorias: Amor, Autores do Canadá, Leonard Cohen
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Categorias: Autores do Canadá, Desamor, Mark Strand, Recomeçar, Sofrimento
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Categorias: Autores do Canadá, Duncan Campbell Scott, Homem, Mulher, Sentimento(s)
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The moment when, after many years
of hard work and a long voyage
you stand in the centre of your room,
house, half-acre, square mile, island, country,
knowing at last how you got there,
and say, I own this,
is the same moment when the trees unloose
their soft arms from around you,
the birds take back their language,
the cliffs fissure and collapse,
the air moves back from you like a wave
and you can't breathe.
No, they whisper. You own nothing.
You were a visitor, time after time
climbing the hill, planting the flag, proclaiming.
We never belonged to you.
You never found us.
It was always the other way round.
Margaret Atwood (Poeta Canadiana, 1939- )
Biografia de Margaret Atwood
Categorias: Autores do Canadá, Margaret Atwood, Poder
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Publicar um poema
É soltar uma alcatéia de lobos
Por campos roliços. Você
Desenterra guerreiros de terracota
Do chão branco de uma página,
Alça romances de vãos ocultos.
A cada escolha, Susana,
Você tenta tempestades do outro lado
De outras luas. Dá-nos poemas,
Editrix, para que o caos do mundo
Brote nas nossas rachaduras,
Medre pelas
Falésias que nos preenchem,
Passe e repasse por entre
Os nossos duros dentes.
Lavínia Saad