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domingo, agosto 19, 2007

Maya Angelou - Still I Rise



You may write me down in history
With your bitter, twisted lies,
You may trod me in the very dirt
But still, like dust, I'll rise.

Does my sassiness upset you?
Why are you beset with gloom?
'Cause I walk like I've got oil wells
Pumping in my living room.

Just like moons and like suns,
With the certainty of tides,
Just like hopes springing high,
Still I'll rise.

Did you want to see me broken?
Bowed head and lowered eyes?
Shoulders falling down like teardrops,
Weakened by my soulful cries?

Does my haughtiness offend you?
Don't you take it awful hard
'Cause I laugh like I've got gold mines
Diggin' in my own backyard.

You may shoot me with your words,
You may cut me with your eyes,
You may kill me with your hatefulness,
But still, like air, I'll rise.

Does my sexiness upset you?
Does it come as a surprise
That I dance like I've got diamonds
At the meeting of my thighs?

Out of the huts of history's shame
I rise
Up from a past that's rooted in pain
I rise
I'm a black ocean, leaping and wide,
Welling and swelling I bear in the tide.

Leaving behind nights of terror and fear
I rise
Into a daybreak that's wondrously clear
I rise
Bringing the gifts that my ancestors gave,
I am the dream and the hope of the slave.
I rise
I rise
I rise.




Maya Angelou (Poeta Norte-Americana, 1928- )

Biografia de Maya Angelou

Maya Angelou - Alone



Lying, thinking
Last night
How to find my soul a home
Where water is not thirsty
And bread loaf is not stone
I came up with one thing
And I don't believe I'm wrong
That nobody,
But nobody
Can make it out here alone.

Alone, all alone
Nobody, but nobody
Can make it out here alone.

There are some millionaires
With money they can't use
Their wives run round like banshees
Their children sing the blues
They've got expensive doctors
To cure their hearts of stone.
But nobody
No, nobody
Can make it out here alone.

Alone, all alone
Nobody, but nobody

Can make it out here alone.

Now if you listen closely
I'll tell you what I know
Storm clouds are gathering
The wind is gonna blow
The race of man is suffering
And I can hear the moan,
'Cause nobody,
But nobody
Can make it out here alone.

Alone, all alone
Nobody, but nobody
Can make it out here alone.




Maya Angelou (Poeta Norte-Americana, 1928- )

Biografia de Maya Angelou

domingo, agosto 12, 2007

Fatima Naoot - Cock’s crest



Foto: Lucky B.



How nice to lie down
And stretch your arms
And touch the ceiling corners
Or to clasp your hands under your chin like a cat
Stretching its back.

How nice to unfold yourself like a butterfly
Not tied down by man’s hands
And its blue is not smudged by whiteness.

How nice
To breath all the air of the room
Alone
Before it is swollen by coughing
Or polluted
By a cock’s crest.

How nice to turn half the bed
Into a library
And to have two pillows
Not only one.




Fatima Naoot (Poetisa Egípcia, 1964- )

Biografia de Fatima Naoot

domingo, novembro 19, 2006

Maria do Céu Guerra - Permitam-me que vos fale...




Foto de Jan Saudek



Permitam-me que vos fale
Estive muito tempo sem falar
Permitam-me que vos transmita algumas ideias
de que estive a meditar.
Existem muitos erros na nossa sociedade
mostram-nos os jornais
Sabem-nos quem os lê
Mulher, mãe, pilar
São três palavras que nos habituámos a associar
Grande erro feminino é querer sair do lar
é perdição dos jovens
é casa em desalinho
desemprego para os homens
mentes em torvelinho!
Facto é, temos só uma vida e esse ser delicado
que nasceu para procriar e ser amado
não pode em cem anos jogar a sua vida num mar de desenganos.
Mulheres tende juízo
para quê entrarmos nós nessa corrida!
Violência contra as mulheres?
Ora se somos nós mesmas em nome da liberdade
que violentamos a nossa felicidade.
Os profetas do ócio ainda não se lembraram de nos mandar para casa; mas esse dia virá...Oxalá! Oxalá!
A verdade é que existe tanta coisa bonita que podemos fazer:
fazer renda, a comida, tratar dos animais, plantar flores.
andar com os filhos ao colo, educá-los para serem os
"Homens" e as "Mulheres" de amanhã.
Violência mulheres é tirarem-nos isto
só porque umas sufragistas loucas, sublinho loucas,
no início do século decidiram
abrir as suas bocas em nome da igualdade.
Igualdade mulheres. Voltemos para o lar e bordemos, enquanto o homem
trabalha para a família.
E agora, neste final de século, com o medo à nossa lepra
é natural que queiram todas casar;
então, se precisam de nós,
arranjem meios de nos sustentar.
Pois "Senhoras", "Meninas"
o tempo das revoluções acabou,
voltemos ao princípio já que nada deu certo,
e com grande emoção diremos:
acabou a balbúrdia, Senhores, respeito!
Passai à frente nas portas, daí aos homens os embrulhos,
exigi os seus lugares nos autocarros, a feitura dos trabalhos
forçados...
Não sejam tolas meninas!
Afinal, o que quisemos ser na vida, na parte, na política?!
Quizemos repartir o trabalho, o poder
Quizemos do homem e da mulher fazer a Humanidade
Como? Somos seres de diferente qualidade!
Oh tolas femininistas, vício dos anos sessenta
Pensai de novo agora que já tendes quarenta!
E agora com as novas tecnologias
E os seus funcionários especializados
Vão trabalhar os homens
Quanto a nós, dêem-nos um subsídio
mas a todas sem excepção:
por sermos delicadas, um subsídio
por sermos filhas, mães, um subsídio
por sermos flores perfumadas, subsídio
por sabermos chorar, apanhar, ir à missa, subsídio
por sermos a metade frágil de uma sociedade em reacção,
subsídio
por sermos as que não sabemos, as que não podemos
por sermos só coração, um subsídio.
E tudo o que ouvimos, dissemos, assumimos neste século
perdido
deve ser simplesmente esquecido!
Que bons tempos nos esperam meninas,
Se formos espertinhas!
Ver os homens como formiguinhas, a mandar sem mulheres no
poder
e nós nas nossas casinhas, muito arranjadas, a obedecer!
"Eles" chegando à noite muito cansados e com as mãos cheias de calos,
e "elas" muito serenas e lindas em casa a respeitá-los.
A respeitá-los e a explorá-los...
É isto mulheres que tendes de acreditar
é isto mulheres que tendes de ensinar.
Para quê encontrarmos meios de camuflar aquilo que é tão
fácil e óbvio de interpretar.
Deixo ao vosso critério todas as conclusões que seja possível
extrair deste discurso.
E obrigado pela vossa atenção!



Texto de Maria do Céu Guerra, apresentado no "Parlamento Alternativo das Mulheres" do MDM. Adaptado e lido por Teresa Granadas.